Rio de Janeiro - 29 e 30 de Outubro de 2016

Coluna Ciência das Artes Marciais: 12 principais exercícios para lutadores (FINAL)



Esse artigo corresponde à segunda parte dos 12 principais exercícios (não específicos) que podem e devem, sempre que possível, priorizar-se no trabalho de Preparação Física para lutadores. Conforme ressaltei anteriormente (veja AQUI), com a quantidade de meios e métodos que vêm surgindo, praticantes e atletas de diversas graduações podem ficar confusos sobre a escolha dos exercícios. 

Para finalizar, listamos abaixo (sem ordem sucessiva de importância) os seis últimos exercícios (não específicos). Mais uma vez reforço que considerei como não específicos aqueles que não se referem a reproduzir exatamente as técnicas das lutas em contexto de preparação física.

1) Arranco (Snatch): exercício tradicional do esporte Levantamento de Peso (estilo Olímpico) - LPO. Executado parcial ou completamente (clássico) no intuito de força máxima, mas, principalmente, com objetivo de melhorar a potência (força x velocidade) e, também, resistência muscular. Em pesquisas realizadas para averiguar a geração de potência, foram comparadas algumas fases do Arranco e Arremesso com os exercícios de supino, agachamento e levantamento terra. Os resultados foram surpreendentes! Os exercícios de LPO produziram potência de seis a dez vezes superior, comparados aos outros exercícios.
2) Arremesso (Clean and Jerk): outro exercício tradicional no LPO e que pode ser utilizado em execuções parciais ou completas para os mesmos objetivos do Arranco. Em estudo conduzido com sessenta e três meninos, atletas de Judô e Luta Olímpica, verificou-se que, comparativamente, após 12 semanas, os exercícios de LPO proporcionaram ganhos superiores do que o treinamento de saltos realizado com intuito de aprimorar a força de partida dos atletas (determinante nas circunstâncias em que a velocidade inicial da ação dita o resultado final, como o começo rápido e vigoroso de uma técnica evitando que o oponente seja efetivo em ação defensiva).
3) Saltar: os exercícios de salto, realizados com um (unipodal) ou com os dois pés (bipodal) em suas diversas formas de execução, são exercícios poderosos e que devem ser incorporados ao repertório dos atletas. Nesse caso, o mais adequado é que seja supervisionado por um especialista que entenda sobre a necessidade de progressão gradativa quanto à altura, distância, séries e repetições. Atletas mais pesados não devem exceder neste trabalho, pois, se não for bem conduzido, poderá sobrecarregar as estruturas articulares do joelho, tornozelo, etc. Vale ressaltar um estudo realizado com atletas cubanos de Luta Olímpica, em que se observou proeminente associação entre Saltos Verticais – SV e aumento da potência dos membros inferiores. Ademais, em investigação realizada com atletas de Judô, foi verificado que lutadores de nível internacional demonstraram resultados superiores em teste de SV quando comparados a praticantes recreacionais.
4) Arremesso de Bola Medicinal: existem referências de sua utilização com atletas de Judô, Luta Olímpica, Boxe, MMA, etc. A principal observação reside na escolha da carga ou “peso” da bola de acordo com a modalidade. Enquanto, por exemplo, o tempo de execução de um Jab ou Direto pode durar 0,25s (apenas um quarto de segundo) o período necessário na dinâmica puxar-empurrar no Judô para entrada de golpe pode levar pouco mais de 1s (com variações, em média, 1,25s). Portanto, recomenda-se que atletas de modalidades de domínio (Jiu-Jítsu, Submission, Judô, etc.) utilizem bolas medicinais acima de 4-5 kg, dependendo da categoria de peso. Em modalidades de percussão (Boxe, Muay Thai etc.) de 0,5-2 kg e no MMA, variação entre bolas de até 1-2 kg e bolas acima de 3 kg.
5) Exercício com Kettlebell: vale salientar que Kettlebell não é o exercício e sim o implemento utilizado. Lembra uma munição de canhão antigo, em formato de bola, anexado a uma alça. Em pesquisa relativamente recente, verificou-se que a dinâmica muscular de contração-relaxamento-contração observada durante exercícios com Kettlebell, foram surpreendentemente similares às verificadas em algumas técnicas de chutes e socos desferidos por atletas de elite de MMA.
6) Correr: em primeiro lugar, saliento que, como meio não específico de melhorar aptidão aeróbia e anaeróbia de lutadores, a natação e o ciclismo também podem ser utilizados. Escolho prioritariamente a corrida por ser o meio relativamente mais fácil (e barato). Além de não exigir piscina ou bicicleta, em (quase) todos os relatos publicados em periódicos, consta a corrida como principal seleção de exercício não específico utilizado para melhorar  aptidão aeróbia e anaeróbia de atletas de Modalidades Esportivas de Combate. Quer seja pela necessidade de melhorar a Potência Aeróbia (VO2 máx.) e a Potência e Capacidade Anaeróbia, os estímulos contínuos e os intermitentes com “tiros” ou “sprints” (HIIT) de corrida estão entre os mais eficazes dentre os não específicos.
Atenção: boa parte das referências presentes na Parte 1 e 2 deste artigo serão abordadas em profundidade e detalhadamente por diversos palestrantes no II Simpósio Nacional de Lutas, Artes Marciais e Modalidades de Combate - Saiba mais AQUI 
Vale ressaltar que a maioria das referências desse artigo constam nos livros “Pronto Pra Guerra – Preparação Física Específica p/ Luta & Superação” e “Olhar Clínico nas Lutas, Artes Marciais e Modalidades de Combate” (Autor: Leandro Paiva).
* Leandro Paiva - Saiba mais sobre seus trabalhos AQUI. Sobre os cursos realizados em 2015 AQUI e em 2016 AQUI.


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II Simpósio Nacional de Lutas, Artes Marciais e Modalidades de Combate



Em 2010 foram reunidos na Academia X-GYM, no Rio de Janeiro, os maiores especialistas/estudiosos/pesquisadores em Lutas, Artes Marciais e Modalidades Esportivas de Combate. O evento foi produzido e coordenado pelos professores Leandro Paiva e Rogério Camões.
O I Simpósio Nacional de Lutas, Artes Marciais e Modalidades de Combate (2010) tornou-se consagrado pelo efetivo entusiasmo e participação da mídia especializada, contribuindo com debates importantíssimos e pela massiva participação do público. 
O II Simpósio Nacional de Lutas, Artes Marciais e Modalidades de Combate surge em outro contexto. Muito se avançou acerca dessas práticas.
Com produção, chancela e coordenação da OMP EDITORA, terá como ponto alto a possibilidade de estudantes e profissionais se tornarem protagonistas com apresentação de resumos e trabalhos completos. Para tal empreitada, planejou-se a 2.ª Mostra Nacional de Produção Cientifica em Lutas, ampliada para inscrição de trabalhos sobre qualquer esporte presente nos Jogos Olímpicos. Ademais, haverá inscrição para produção sobre Atividade Física, de modo geral.


PALESTRANTES

Prof. Dr. Fabrício Boscolo Del Vecchio (EAD), Prof. Dr. Osmar Pinto Neto, Prof. Dr. Jorge Columá, Prof. Leandro Paiva, Mestre Carlão Barreto e Prof. Esp. Marcus Costa. Saiba mais sobre os palestrantes AQUI.

DIFERENCIAIS

Certificado reconhecido nacionalmente e chancelado com CNPJ e registro do número de horas;
Palestrantes com Doutorado (P.H.D.);
Material das aulas (slides) será disponibilizado gratuitamente;
 4 Cursos, 3 Clínicas Práticas e Aulão de MMA com Carlão Barreto (Canal Combate);
Palestras presenciais e EAD (ao vivo);
 2.ª Mostra Nacional de Produção Científica em Lutas, Esportes e Atividade Física (apresentação de resumos e trabalhos completos);
Lançamento de livros;
Mini Feira de livros;
Exposição;
Registro de horas p/ Certificação de Formação Profissional em Ciência das Artes Marciais (Saiba mais AQUI).

PÚBLICO-ALVO

Interessados em geral (aberto), atletas, praticantes, técnicos, treinadores, mestres, professores, estudantes e profissionais de Educação Física, Fisioterapia, Nutrição, Medicina, Psicologia, Pedagogia etc.
* Todos os participantes receberão certificado reconhecido nacionalmente e chancelado com CNPJ e registro do número de horas. 

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Curso de Formação em Treinamento Deportivo

INVISTAM EM EXCELÊNCIA!!! INSCREVAM-SE JÁ!!!

Curso de Formação em "Treinamento Desportivo: Do Desenvolvimento ao Alto Rendimento"
Local: Valente Crossfit (Rua Teodoro da Silva, 944 - Vila Isabel, Rio de Janeiro - RJ, 20560-001)
Investimento
Valor: 600,00
Prazo: até 7 dias antes do curso.
Forma de Pagamento: depósito ou transferência bancária (enviar foto anexo no email confirmando a inscrição)
Banco Santander
Agência: 0202
C/C: 1034609-3
Marcus Vinicius da Costa
CPF: 081045607-94
marcuscosta@mvtrainer.com.br


Cronograma

Dia 24/09 - manhã
Palestra: Desenvolvimento Esportivo (Iniciação)
Palestrante: Marco Leandro
● Mestre em Ciências do Desporto - UTAD
● Treinador de Alto Rendimento da ABT/COB
● Treinador Oficial IAAF nível 2
● Chefe de equipe e treinador de diversas equipes em campeonatos regionais e nacionais
● Treinador de saltos em competições estaduais, brasileiros, sul americanas e mundiais
● Coordenador do CIPH - Atletismo

Dia 24/09 - tarde
Palestra: Alto Rendimento Esportivo 
Palestrante: Clodoaldo Lopes do Carmo
● Mestre em Biodinâmica - UNICAMP
● Treinador Oficial da Equipe Brasileira de Atletismo nos Jogos Olímpicos Rio 2016
● Participante como atleta e  treinador em 5 Jogos Olímpicos (Barcelona, Atlanta, Pequim, Londres e Rio)
● Único atleta fundista   brasileiro finalista olímpico (Barcelona 92)
● Treinador Dissertante Oficial IAAF nível 3 - formador de treinadores nível 2
● Especialista em Atletismo pela IAAF como treinador de Meio Fundo, Fundo e Marcha
● Supervisor e treinador do E. C. Pinheiros
● Consultor Esportivo do Programa Brasil Vale Ouro da Fundação Vale
● Supervisor Técnico da CLRD Serviços Esportivos Ltda
● Presidente da Associação Desportiva de Atletismo do Brasil (ADAB)

Dia 25/09 - manhã
Palestra: Nutrição Esportiva
Palestrante: Mariana Belem
● Especialista em Nutrição Clínica e Esportiva
● Nutricionista da Seleção Brasileira de Luta Olímpica e da Confederação Brasileira de Wrestling desde 2007
● Nutricionista da Federação de Boxe do Estado do Rio de Janeiro
● Consultora responsável pela empresa Alimentação Inteligente nas Olimpíadas Rio 2016

Dia 25/09 - tarde
Palestra: Fisioterapia  Esportiva
● Palestrante: Marcos Vitullo
Fisioterapeuta da CBAT e CBDV
● Pós graduado em Fisiologia do exercício UNIFESP
● Especialista em medicina tradicional chinesa e acupuntura
● Fisioterapeuta do atletismo dos jogos olimpicos do RJ 2016
● Fisioterapeuta do Judô nos Jogos Paralímpicos RJ 2016

Dia 22/10 - manhã (teoria) e tarde (prática)
Palestra: Levantamento Olímpico para Todos os Esportes
Palestrante: Marcus Costa 
● Especialista em Treinamento Desportivo pela EEFD/UFRJ 
● Pós Graduando em Metodologia do Treinamento para Esporte de Alto Rendimento no NAR-SP
● Membro e Treinador da Academia Brasileira 
de Treinadores do Comitê Olímpico do Brasil, na modalidade esportiva do Atletismo
● Professor da  Pós Graduação em Treinamento Funcional aplicado ao Fitness e Personal Training da UNILAS
● Membro do Grupo de  Pesquisas em Treinamento Desportivo da EEFD/UFRJ (desde 2013)
● Sócio/Diretor e Coordenador Técnico/Preparador Físico  do CPH - Centro de Performance Humana
● Colunista em Treinamento Desportivo na Revista Gracie Magazine
● Treinador Mini-Atletismo CBAt – IAAF (Confederação Brasileira de Atletismo/International Association  of Athletics Federations) 
● Certificado de Extensão em Treinamento Desportivo da Formação ao Alto Rendimento na Universidade Estatal de Cultura Física, Esportes e Turismo de Moscou na Rússia

● Especialista em Levantamento Olímpico pela  IWF (International Weightlifting Federation) e Eleiko (Brasil)
● Certificado em Levantamento Olímpico pela  Varbanov  School  Of  Weightlifting  (Varna - Bulgária) 
● Certificado em Treinamento de Força e Levantamento Olímpico pela Eleiko (Halmstad ‐ Suécia)


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Coluna Ciência das Artes Marciais: 12 principais exercícios para lutadores

 

Neste artigo, desdobrado em duas partes, a ideia é mais uma vez descomplicar. Com a gama de meios e métodos proliferando por todos os lados, praticantes e atletas de diversas graduações e faixas etárias ficam um pouco confusos sobre a escolha dos exercícios. 

Perguntas comuns: quais são os principais exercícios para preparação física? Quando realizá-los? Para facilitar, listamos (sem ordem sucessiva de importância) 12 dos principais exercícios (não específicos) para lutadores. Aqui, consideramos como não específicos aqueles que não se referem a reproduzir exatamente as técnicas das lutas em contexto de preparação física.

1) Supino: pode ser utilizado para orientação de força máxima, potência (conjugado com técnicas de lutas) e resistência muscular. Nas lutas de domínio ou “agarre” (Jiu-Jítsu, Luta Olímpica etc.), é exercício-base de preferência para situações de empurrar, tão comuns nessas modalidades. Nas lutas de percussão ou de “contato”/“traumáticas” (Boxe, Muay Thai etc.) constitui o exercício-base para situações de socos, optando-se pela realização com halteres. No MMA, podem ser reunidas todas as considerações anteriores. Em estudos conduzidos com atletas de Luta Olímpica e Jiu-Jítsu, os indivíduos reportaram percepção de fadiga elevada no deltoide ou “ombro” (porção anterior). Músculo muito solicitado no exercício de supino;

2) Levantamento Terra: tal como o supino, pode ser utilizado para as mesmas orientações (força máxima). No Jiu-Jítsu e no MMA, por exemplo, é exercício-base nas situações em que diversas articulações são solicitadas ao suspender um adversário do solo;

3) Agachamento: com o supino e levantamento terra, forma a base para o treinamento de força máxima de lutadores de modalidades de percussão, não sendo necessário – com raras exceções – outros exercícios para esse objetivo. Vale ressaltar que o “agachar” humano (flexão e extensão dos joelhos) se faz presente em (quase) todas as técnicas de projeção ou “quedas” e nas esquivas de modalidades de percussão. Em estudos realizados com lutadores, observou-se maior solicitação dos membros inferiores, quer seja pelo relato dos atletas – Karatê ou pelo excesso de repetições de técnicas de chute em competições – Taekwondo;

4) Remada: não deve ser negligenciada nas modalidades de domínio ou agarre. Realizada em aparelho próprio (preensão ou “pegada” uni ou bilateral), com pegada unilateral em polia explorando diversas possibilidades (polia baixa, alta etc.) e com parte do quimono (Gi). Praticamente em todas as modalidades de domínio, as dinâmicas de puxar e empurrar são constantes, tornando-se imprescindível acrescentar na programação quando a orientação for de força máxima. Também pode ser interessante utilizar com intuito de resistência muscular (consoante à observação alocada no sexto exercício – “subida na corda” –, baseada em estudos com lutadores);

5) Tração na Barra Fixa: pode ser utilizada com diâmetro de barra comm, com diâmetro maior que simule o punho do adversário (MMA, Submission etc.) ou envolta com quimono – Gi (Jiu-Jítsu, Judô etc.). Vale substituir, eventualmente, pelo exercício de remada. Em estudo conduzido com atletas de Jiu-Jítsu, observou-se que o tempo de sustentação na barra fixa utilizando um quimono poderia ser relacionado ao decréscimo da resistência muscular após 8 minutos de um combate controlado (simulação de combate competitivo);

6) Subida na Corda (resistência e/ou força de preensão manual): exercício predileto de diversos campeões mundiais, tais como Ronaldo Jacaré e Ricardo Arona. O macete na execução é não estender demasiadamente o cotovelo, evitando dores e lesões. Utilizada com carga (caneleira) para aumentar a força muscular ou com auxílio dos pés e maior número de repetições para resistência muscular. Em estudos conduzidos com atletas de Luta Olímpica e Jiu-Jítsu, os indivíduos reportaram que o antebraço era o músculo/local primário na percepção de fadiga elevada.

Uma observação importante: dependendo do modelo de periodização escolhido, ou seja, da escolha e divisão dos estímulos durante as semanas que antecedem a competição-alvo, se reputa que os exercícios não específicos serão realizados para formar a base preparatória/condutora até os estímulos específicos. Assim consideramos neste artigo em particular, embora não encerre outras possibilidades.

Para simplificar, se uma luta estiver previamente agendada para 16 semanas, nas primeiras oito a ênfase recairá pelos exercícios não específicos e nas oito semanas antecedentes ao combate, pelos estímulos específicos. Essa divisão não precisa e geralmente não é tão rígida. Alguns profissionais optam - com relativo sucesso - pela seleção de alguns exercícios não específicos até a véspera da luta. Caso, por exemplo, dos exercícios de Arranco e Arremesso (e suas variações), utilizados em algumas situações e, dependendo do objetivo e/ou metodologia, na semana anterior ao combate.

Atenção: boa parte das referências desse artigo foi extraída dos livros “Pronto Pra Guerra – Preparação Física Específica p/ Luta & Superação” e “Olhar Clínico nas Lutas, Artes Marciais e Modalidades de Combate” (Autor: Leandro Paiva). As demais referências serão abordadas em profundidade e detalhadamente no II Simpósio Nacional de Lutas, Artes Marciais e Modalidades de Combate – Saibamais AQUI.  


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Curso de Preparação Física p/ Lutadores em Sorocaba - SP





No dia 14 de maio ocorrerá na Região de Sorocaba - SP em único dia, Curso Híbrido com temas sobre o novo livro "Olhar Clínico nas Lutas" e referente ao livro "Pronto Pra Guerra - Preparação Física Específica p/ Luta e Superação"

No curso haverá muita aula prática, mas também repertório teórico. A vantagem de ser em um único dia é que, participantes de outros Estados da Região Sudeste (além de outras Regiões), assim como de Municípios do interior do Estado de São Paulo, podem participar e ainda retornar no mesmo dia p/ casa. O evento é limitado em apenas 110 vagas!

Atenção: todos os 100 primeiros inscritos receberão, gratuitamente:

  1 Livro "Olhar Clínico nas Lutas" (240 páginas, acabamento de alto luxo em cores);
  Slides do curso;
  Certificado chancelado. 

Parte I - Tópicos do novo livro "Olhar Clínico nas Lutas" (manhã)

* Lutas, Artes Marciais ou Modalidades Esportivas de Combate?
* É possível prever os resultados das Lutas?
* Dedicação pode ser mais relevante que o talento nas Artes Marciais
* Levantamento de Peso Olímpico (LPO) e Kettlebell para Artes Marciais
* Nova evidência sobre contração muscular e implicação para o treinamento
* Técnica ou Preparação Física é garantia de maior potência nos golpes de percussão?

Intervalo p/ almoço: 12:00-13:00h

Parte II - Tópicos (atualizados) do livro "Pronto Pra Guerra" (tarde)

* Periodização da preparação física para lutadores
* Treinamento de força, aeróbio e anaeróbio p/ lutadores: como dividir e conciliar com os treinos técnicos?


Todos os participantes do curso terão acesso liberado e GRATUITO à:

Exibição de alguns artefatos da Exposição "Lutas: Patrimônio Cultural da Humanidade (UNESCO)" (Saiba mais AQUI);

✓ Mini Feira de livros sobre Lutas (Saiba mais AQUI);


✓ Tarde/noite de autógrafos do livro "Olhar Clínico nas Lutas" (Saiba mais AQUI sobre os lançamentos em outros locais).



Mais informações c/ Prof. Élison Prado - Tel: (015) 99662-4585 (Telefone e Whatsapp)

Para garantir sua inscrição, basta acessar o botão de pagamento logo abaixo do PAGSEGURO (cor verde). 

Valor promocional até 13/05: 3x 65 reais (s/ juros) ou à vista 195 reais.




OBS.: caso prefira se inscrever presencialmente, basta entrar em contato com o c/ Prof. Élison Prado - Tel: (015) 99662-4585 (Telefone e Whatsapp). 

ACESSE AQUI E SAIBA MAIS SOBRE OS CURSOS JÁ MINISTRADOS PELO PROF. LEANDRO PAIVA EM 2016.

OBS.: conforme determinação do Prof. Leandro Paiva, o curso realizado no dia 14 de maio contará horas para a Certificação de Formação Profissional em Ciências das Artes Marciais. Saiba mais AQUI.


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Coluna Ciência das Artes Marciais: uma análise sobre o desempenho do atleta conforme a idade




A carreira de um lutador é mais curta do que quase qualquer outra ocupação. Costumeiramente, a interrupção inesperada e súbita advém de lesões. Não obstante, pode ser pelo avanço da idade, redução das capacidades fisiológicas e, relacionada aos aspectos técnico-táticos, diminuição da habilidade pra lutar no alto nível exigido.

No MMA, existe grande gama de possibilidades referentes à etapa inicial, alcance dos melhores resultados e diminuição gradual do desempenho. Majoritariamente os atletas são advindos de modalidades em que integram com outras formando o Mixed Martial Arts. Apesar da imprecisão quanto à faixa etária relacionada as etapas iniciais e ao auge competitivo, existe referência quanto à duração da carreira profissional. 

Em análise, tendo por base os maiores eventos de MMA norte-americanos (UFC, WEC e Strikeforce), observou-se que da realização de sua primeira luta até a última no evento, a carreira durou em média 533 dias. A maioria dos atletas lutou em 3,3 combates (valor médio). Vale ressaltar que o autor da investigação excluiu de sua análise os atletas cujas carreiras ainda estão em curso. Considerou somente aqueles sem uma luta documentada nesses eventos há mais de dois anos.

No Boxe profissional, cientistas examinaram se a idade dos boxeadores seria preditiva de performance vencedora. Por meio de regressão logística, confirmaram que a idade do lutador seria preditiva de vitória, ou seja, o aumento da idade foi relacionado a um efeito negativo sobre o desempenho, sendo fator preditivo de derrota em uma luta de Boxe, provavelmente pelo declínio físico e cognitivo associado ao envelhecimento. Aqui, vale lembrar que a história do esporte registra um caso clássico: o lendário boxeador profissional “Sugar” Ray Robinson. Ele percebeu declínio das capacidades físicas em alto nível a partir dos 29 anos e procurava compensar com sua maior experiência “de ringue”. Com cartel de 200 lutas, se aposentou aos 44, mas 16 de suas 19 derrotas ocorreram após os 34 anos.
Referências extraídas do livro “Olhar Clínico nas Lutas, Artes Marciais e Modalidades de Combate” (Autor: Leandro Paiva).
Gráfico ilustrativo: Jorge Corrêa - idade dos atletas de MMA do “The Ultimate Fighter" - Brasil (1.ª Edição)

Vale ressaltar que, dentre muitos outros, abordaremos esses aspectos em profundidade e detalhadamente no curso (única apresentação) que ministraremos em São Paulo no dia 14 de maio -  (Sorocaba) - Saiba mais AQUI.


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