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Jiu-Jitsu para deficientes visuais


Como já citado anteriormente, apesar de fugir um pouco da proposta original deste blog, vou sempre que possível postar informações sobre o trabalho, qualquer que seja, relacionando artes marciais e/ou modalidades de combate com grupos especiais. Para isso, além dos vídeos ou fotos, meu único critério é que haja alguma publicação científica para embasar o tema. Particularmente, abracei com bastante orgulho a perspectiva de divulgação desses grupos neste blog, que tende a ser cada vez mais democrático com a participação e envio de e-mail dos leitores.

Os dois vídeos ilustram o maravilhoso trabalho de ensino de Jiu-Jítsu para deficientes visuais. Logo abaixo, reproduzo parte do único artigo recente que encontrei, em português, embasando o ensino de diversas artes marciais (Jiu-Jitsu, Judô, Taekwondo, etc.) para deficientes visuais.

Leandro Paiva

"Atividade motora adaptada e desenvolvimento motor: possibilidades através das artes marciais para deficientes visuais."

Autores: Maycon Ornelas Almeida; Rita de Fátima da Silva.

Resumo

No presente estudo buscamos apresentar uma visão geral dos principais aspectos do desenvolvimento motor, objetivamos também relacioná-lo às artes marciais, além de discutirmos a contribuição do Judô, Karatê, Jiu-Jítsu e Taekwondo ao desenvolvimento motor e global do indivíduo em condição de deficiência visual. Além de discutir alguns aspectos fundamentais da atuação pedagógica junto a esses indivíduos.

Considerações Finais

E dentro desse processo de compreensão do desenvolvimento motor dos indivíduos em condição de deficiência visual, devemos entender que nosso papel enquanto educadores é o de buscar a garantia de acesso dos mesmos a todos os ambientes, o que viabiliza a implantação do processo inclusivo. Devemos entender os diferentes aspectos do desenvolvimento humano: biológico (físicos, sensoriais, neurológicos); cognitivo; motor; interação social e afetivo-emocional. Porém sempre atentos a compreensão de que o ser humano é uno e, portanto essas divisões só se dão em nível de compreensão acadêmica, quando se trata de lidar diretamente com o indivíduo ele deve ser visto como um todo indivisível (MENEZES, 2008, s/p.). E devemos estar preparados para responder as demandas necessárias do trabalho com indivíduos em condição de deficiência visual, voltadas para a prática educativa, visando o desenvolvimento global do mesmo. Toda a ação pedagógica deve ser pautada sobre a visão da não fragmentação, isso significa que deve haver uma inter-relação entre o que ensinar, para que ensinar e como ensinar (SILVA et. al., 2008). Sendo assim, para que compreendamos o outro compreendamos a nós mesmos e ao mundo que nos cerca, só assim podemos estabelecer uma relação de contribuição com o outro, o que é essencial no desenvolvimento do trabalho com indivíduos em condição de deficiência visual.
O mundo externo que percebemos é sempre um mundo nosso, particular. Nosso corpo contém um "mundo externo particular" que o penetrou no processo de viver. A relação entre nosso corpo e o mundo é tão intricada, tão profunda, que podemos assumir que não existimos isoladamente, ao mesmo tempo que não existe nada igual a nós. O mundo é tão complexo quanto nós mesmos. Nossa ação transformadora do mundo emerge de nossas transformações internas (TAVARES,2003 apud SILVA, ARAÚJO & DUARTE, 2004, s/p.).

Para ler o artigo na íntegra:

http://www.boletimef.org/biblioteca/2374/Atividade-motora-adaptada-e-desenvolvimento-motor




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