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O fim da orelha de couve-flor?


Randy Couture com sua deformidade auricular permanente (orelha de couve-flor).

Lesão que costuma tornar-se rótulo para identificar lutadores e gera deformidade permanente no pavilhão auricular (orelha) é o hematoma auricular, conhecido popularmente como orelha de couve-flor. Atletas de Jiu-Jítsu, Judô, Boxe, Luta Olímpica, MMA, dentre outras modalidades, tinham de lidar para sempre com o problema e, geralmente, mesmo os que realizavam cirurgia plástica, reclamavam que a orelha não voltava ao normal como era antes da lesão.

Tivemos em primeira mão acesso a um estudo promissor aceito este ano, que será publicado ano que vem por pesquisadores da Escola de Medicina da Universidade de Miami (Flórida - EUA). Nele, os autores descreveram uma técnica para ser utilizada em situação emergencial, evitando que os atletas fiquem com deformidade permanente. Foram drenados 8 hematomas auriculares de atletas profissionais de MMA. Todas as 8 orelhas retornaram ao seu estado inicial pré-lesão. Os lutadores foram liberados para retornar aos treinos em apenas uma semana. Nenhuma infecção ou qualquer complicação pós-operatória foram observadas.

Resumo da técnica:

Após a diminuição do hematoma, foram acomodadas as partes resultantes de acordo com a posição anatômica da orelha, por meio de suturas absorvíveis para garantir a estabilidade no local. As incisões foram preenchidas com pomada antimicrobiana. Além disso, os lutadores foram tratados por 1 semana com antibioticoterapia oral.

Os pesquisadores concluíram o estudo afirmando que a nova técnica foi bem-sucedida não só pela excelente recuperação, evitando a deformidade permanente nos atletas profissionais de MMA, como também pelo fato de interromper por pequeno período a rotina de treinamento desse grupo de atletas.

Leandro Paiva

Referência: Roy,S.; Smith, L. A novel technique for treating auricular hematomas in mixed martial artists (ultimate fighters). American Journal of Otolaryngology, v.31, n.1, p.21-24, 2010.

Observação: No livro Pronto Pra Guerra, são observados outros estudos acerca da predominância de orelha de couve-flor em atletas de Jiu-Jítsu e de outras modalidades de combate. Além disso, são apresentados referenciais históricos desse tipo de lesão, observadas desde o século 18.


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