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Lutador vive de combate e imagem...

A estrela mundial de boxe Manny Pacquiao fez seu juramento como um congressista filipino. Assim, o boxeador ingressa na arena política que ele afirmou parecer mais assustadora do que o boxe.


Sempre que conversava com o atleta de Jiu-Jítsu e MMA, Ricardo Arona, no auge do evento Pride (Japão), ele sempre comentava profeticamente: "lutador vive de duas coisas: o que ganha quando sobe no ringue e o que ganha atrelado à sua imagem."

A indústria do MMA, apesar de toda opulência e crescimento meteórico, ainda está longe e aquém de atingir o status (pelo menos para os atletas) comparada a indústria do Boxe, que perde espaço para o MMA, mas segue sendo bem mais rica, tradicional e continua com grande aceitação do público mundial (e contratos estratosféricos de transmissão). O fato é que os atores principais do show (lutadores) continuam seguindo como os mais bem pagos dentre todas as lutas profissionais.

Nesse contexto, no Brasil, por exemplo, com a dificuldade de se transmitir maciçamente (com exceção da Rede TV) o MMA na TV aberta (há muita resistência dos canais de TV aberta dominantes), fica muito difícil por aqui de os lutadores conseguir reconhecimento e aceite do grande público. Então, com exceção de contratos comerciais vinculados às lutas, dificilmente existe a expectativa de se construir uma imagem sólida que atinja a todos, independentemente de vínculo direto ou indireto a essas práticas.

No Boxe, comparado com o MMA, a realidade é outra.

Segundo fontes de agências internacionais direto de Alabel (Filipinas), o campeão mundial de boxe, Manny Pacquiao, fez seu juramento essa semana como um congressista. O filipino assumiu a função de deputado federal e prometeu melhorar a infraestrutura nacional, serviços médicos e segurança durante seus três anos no parlamento.

Foi sua primeira tentativa triunfante na política local. Ele fora derrotado quando se aventurou na política em uma primeira disputa em 2007, mas sua popularidade em todo o mundo tem crescido exponencialmente desde então em função de suas implacáveis atuações nos ringues de Boxe. Pacquiao se tornou o primeiro pugilista a conquistar títulos mundiais em sete categorias de peso diferentes.

Padeiro e ex-trabalhador da construção civil, nascido em uma família pobre, Pacquiao se tornou a personificação de uma história de saída da pobreza e alcance de riqueza nas Filipinas, onde um terço dos 90 milhões de pessoas vivem com menos de um dólar por dia.

Cultuado como um herói por trazer glória para um país assolado pela pobreza, conflitos armados e conflitos políticos, Pacquiao disse que ainda está pronto para entrar no ringue mais algumas vezes antes de pendurar as luvas pelo bem.

Além da introdução de projetos de leis durante o seu mandato de três anos na casa, que iria fornecer meios de subsistência para os agricultores e pescadores, e os benefícios para os atletas, Pacquiao se comprometeu a ajudar a construir uma universidade e um hospital para os pobres de Sarangani. Numa tentativa de mostrar que ele estava levando a sério a política, Pacquiao fez recentemente um curso intensivo de dez dias sobre a legislação e administração na Academia de Desenvolvimento das Filipinas.

Serei mais efetivo na política do que no boxe – disse Pacquiao em seu discurso de posse para o público de 3 mil pessoas na província de Sarangani.

De acordo com a revista “Forbes”, Pacquiao é o sexto atleta mais bem pago do mundo. Lucros com lutas e patrocínios chegaram a US$ 40 milhões, cerca de R$ 71 milhões, só em 2009.

Apesar da função política, ele não deixará os ringues de lado. A polêmica luta contra Floyd Mayweather está sendo agendada por seus empresários para novembro. O combate deveria ter acontecido no início do ano, porém o americano exigiu um teste antidoping do filipino, que foi negado.

Os dois quase chegaram um acordo para lutar no início deste ano, mas as negociações fracassaram quando Mayweather insistiu em testes antidoping nos moldes olímpicos e Pacquiao se recusou a tirar sangue nos períodos propostos antes da luta.

Ele já tem até um plano B se não puder realizar o tão esperado combate contra o invicto Floyd Mayweather Jr. em Las Vegas, nos Estados Unidos. Caso dê tudo errado, o filipino vai realizar uma luta no Texas. As informações são do site ESPN.com.

O treinador de Pacquiao, Freddie Roach, disse que se a luta com Mayweather não acontecer - o progresso nas negociações contratuais entre ambos não foi divulgado -, o estádio do Dallas Cowboys vai sediar no dia 13 de novembro uma luta entre Pacquiao e um adversário indeterminado.

Ainda no milionário mercado do Boxe, mais um exemplo de que não é só "saindo na porrada" que se ganha dinheiro. Segundo o site record.xl.pt, o ex-campeão Mundial (pentacampeão dos peso pesados), Evander Holyfield, vai entrar num combate online de poker. Holyfield, que tem lugar no Hall of Fame vai lutar por um jogo leal e verdadeiro.


"Se vou jogar poker, quero saber se estou jogando com cartões verdadeiros e não apenas com um computador. Tenho muito orgulho em fazer parte do RealDealPoker.com", disse a lenda do boxe que depois de vencer vários campeonatos ficou conhecido, precisamente, pelo nome da sala de poker "The Real Deal".

O fundador da RealDealPoker, Gene Gioia, disse que a "tecnologia revolocionária usa cartões reais e não deixa qualquer questão sobre a veracidade dos jogos", garantindo que atingiu o seu objetivo: "cartões reais no ambiente online".

Leandro Paiva

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