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Associação Médica tenta banir o MMA





Associação Médica do Canadá tenta banir MMA do país e reabre polêmica.

Com a popularização do Mixed Martial Arts - MMA (Vale-Tudo), cada vez mais a medicina esportiva vem voltando suas preocupações para possíveis danos aos praticantes da modalidade e nesta semana, um novo capítulo foi aberto nessa questão. Durante reunião, a Associação Médica do Canadá (AMC) propôs o banimento do esporte do país.

De acordo com os 250 médicos da terra de Georges St-Pierre, campeão do UFC e uma das lendas do MMA, que estiveram no encontro realizado em Niagara, o esporte coloca os lutadores em “risco de severos traumas na cabeça e outros tipos de lesões que podem perdurar pela vida toda dos atletas”.

Ainda segundo documento divulgado após a reunião da associação especializada do país, “no MMA, diferentemente de outros esportes como hóquei ou esqui, a intenção dos participantes é tornar o seu oponente incapaz de reagir”.

O pedido dos médicos canadenses reabre a polêmica sobre os perigos da prática das artes marciais mistas. “Estou muito feliz que essa decisão foi aprovada. O que é certo cresceu e o consenso foi forte”, disse o médico Gordon Mackie, autor da ideia.

Do outro lado, os defensores da modalidade alegam que não há comprovação histórica de possíveis lesões a longo prazo para os praticantes. “Nessa postura falta evidência e corroboração médica, além de ter a inclusão de preferências pessoais e insensibilidades na regulação do esporte”, criticou o médico Johnny Benjamin, especialista em MMA e colunista do site norte-americano MMA Junkie.

“Como médicos, temos uma responsabilidade enorme, mas tentar regular o esporte levando em conta supostas intenções dos atletas não faz parte do juramento de Hipócrates”, completou o médico, que lembrou que os riscos das lutas são os mesmos do hóquei, esporte mais popular do Canadá.

Esse não é o primeiro embate da AMC contra as lutas. A entidade já tinha começado, em 2001, uma campanha contra o boxe e repete o esquema, agora contra o MMA.

O pedido de banimento também vem dez dias depois de a província de Ontário, a maior do Canadá, liberar eventos de vale-tudo a partir de 2011. Agora, sete dos dez estados do país já permitem disputas de artes marciais mistas.

Futuro do MMA no Canadá

Caso esse pedido de banimento seja aprovado no país, ele seria um grande golpe contra a modalidade no país. Além de ter um dos maiores lutadores de todos os tempo - GSP já detém o cinturão dos meio-médios desde 2007 -, o Canadá é apontado pelo UFC, maior evento de MMA do mundo, como um dos principais mercados para expansão.

O Ultimate já passou quatro vezes pelo país, que tem os dois maiores públicos da história do torneio: 21.451 pessoas no UFC 97 e mais 21.390 no UFC 83, ambos em Montreal. Além disso, mais 17 mil pessoas assistiram cada uma das edições 113 e 115 no país.

Ciente do potencial do público canadense, o UFC inaugurou um escritório próprio em Toronto, em maio deste ano, e revelou a intenção de ter até três eventos principais por ano no país.

PROBLEMA MÉDICO PREOCUPOU O BRASIL

Uma das potencias do MMA, o Brasil já se viu envolto em um drama médico com um lutador do país. Em março desse ano, Thiago Pitbull foi proibido de lutar por conta de uma lesão cerebral, detectada em exames obrigatórios. Depois foi constatado que era um problema congênito, mas foi o suficiente para e discussão ser levantada.

Na época, a reportagem do UOL Esporte procurou especialistas que explicaram a situação. “Este tipo de prevenção é mais um controle de danos e da saúde do que uma garantia de segurança, porque isso não impede o lutador de receber um golpe mais perigoso, esteja ele íntegro ou não. O importante é que ele possa entrar zerado para lutar”, explicou Marco Aurélio Cunha, médico e superintendente do São Paulo.

“Este quadro mais intenso, no entanto, é o que é menos comum, que pode chegar à morte. Mas, ele pode resultar na demência pugilística, com um quadro parecido com o do Alzheimer, ou no mal de Parkinson. São microtraumas acumulados durante a carreira”, disse o neurologista Clóvis de Oliveira Guedes.

Lutadores do UFC contam que o torneio preza muito pela integridade física de seus atletas e que grandes alertas são exageros. “Hoje, o UFC e as confederações protegem muito o atleta. Você é obrigado a fazer exames de cabeça para estar apto a lutar. Se o cara está lutando, é porque ele está apto a isso”, explicou Maurício Shogun, campeão dos meio-pesados.

Fonte: http://esporte.uol.com.br

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