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Judô: Novas regras favorecem o Japão?





O Campeonato Mundial de Tóquio, encerrado ontem, provou em estatística que o judô voltou mesmo às origens depois das mudanças de regra impostas pela Federação Internacional da modalidade (FIJ). De 16 medalhas de ouro distribuídas, o Japão conquistou dez. A taxa de sucesso de 36% - um em cada três judocas japoneses a pisar no shiai-jô tornou-se campeão mundial - é a mais alta da década.

O fato de o Japão vencer de forma tão colossal diz muito. A escola fundadora do esporte é considerada pelos praticantes a mais técnica e bela. Suas grandes características são a pegada clássica, com uma mão na gola e outra na manga do oponente, e o uso constante dos chamados golpes grandes - uchi-mata, seoi-nage e osotogari.

Em oposição à pureza japonesa, cresceu muito nos últimos anos uma espécie de luta híbrida, em que os judocas se valiam de técnicas do sambo russo e mesmo da luta olímpica. Seus adeptos faziam a pegada no quimono adversário apenas com uma mão na manga ou na gola. A outra servia para agarrar a perna do rival e assim arremessá-lo no chão. A fração da União Soviética em vários países inundou o circuito internacional de atletas com essas características e eles conseguiram ser tão bem-sucedidos que o judô propriamente dito quase não era mais reconhecido.

Alarmada com a transmutação, a FIJ proibiu desde janeiro as "catadas" de perna. Desde então, o atleta que atacar desta forma é sumariamente desclassificado. Por resultado, as lutas voltaram a ser travadas com os judocas fazendo o agarre clássico. A técnica japonesa refluiu vigorosamente. A ponto de a final de duas categorias - ligeiro e meio-leve - no torneio feminino do Campeonato Mundial ter sido travada por compatriotas da terra do sol nascente.

Comparação

O Japão liderou o quadro de medalhas em todas as edições do Mundial, exceto em 1961, em Paris, quando foi batido pela Holanda. Nos últimos anos, porém, a supremacia estava reduzidíssima. Em Roterdã, no ano passado, os japoneses terminaram com três ouros, uma prata e três bronzes, seguidos pelos sul-coreanos, que tiveram dois ouros e três bronzes. No Mundial do Rio, em 2007, o Japão venceu com três ouros, duas pratas e quatro bronzes, contra três ouros e um bronze do Brasil.

Bem melhor

Criado pelo educador Jigoro Kano em 1882, o judô sempre se pautou pela guarda da integridade física dos praticantes. Desfigurado, ele oferecia risco de lesões durante os treinamentos, sobretudo das crianças. Com o sucesso da escola japonesa, os professores retomarão o antigo cuidado, é o que diz a FIJ.

Brasil avança muito

O Brasil terminou o Mundial de Tóquio em sétimo lugar no quadro de medalhas, posição muito melhor que a de Roterdã, ano passado, em que o país saiu de mãos vazias, apesar de estar defendendo três títulos ganhos do Rio, em 2007. Em entrevistas durante a semana, o coordenador técnico da Seleção se mostrou animado. "Mostramos que temos uma equipe bem homogênea. Apesar de serem resultados individuais, essas medalhas são fruto do conjunto", disse.


Fonte: www.superesportes.com.br

2 comentários:

  1. Então não entendi, o judô volta as origens?? Antigamente não podia usar o recurso das agarrar as pernas...Agora não pode mais certo? Então não está voltando ás origens, está regredindo...
    Acho que isso está estagnando a arte e o esporte Judõ, ele precisar ser atualizado e evoluído sempre, sem perder sua essência filosófica e disciplinar que é tão importante..

    Quanto a integridade física dos atletas, tudo bem que projeção, quedas, etc..são perigosos, quanto a lesionar um atleta em suas articulações, por cair de uma forma incorreta...
    Mas se eles permitem quedas como o-soto-gari, ouchi-gari, Uchi-mata, ipon, Tani-otosh, etc....quedas utilizando o recurso de segurar o judo-gi na parte das pernas, não vejo o porque tirar.
    Essa é a minha opinião.
    Muito obrigado.

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  2. Leonardo, obrigado por emitir sua opinião. O blog é democrático, sempre que puder, participe. Obrigado.

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