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Leandro e o sucesso do “Pronto pra Guerra”





Estudioso das lutas, Leandro Paiva lançou, em 2009, o livro “Pronto pra Guerra”, obra que rapidamente se tornou febre e rapidamente se esgotou. O lançamento da aguardada segunda edição empolgou os leitores, que estão esgotando rapidamente os estoques do livro (garanta já o seu aqui). Em entrevista à TATAME, Leandro comentou o sucesso da obra, analisou o panorama da preparação física no Brasil e comentou os planos para a terceira edição do livro.

Depois de esgotar em pouco tempo a primeira edição do seu livro "Pronto pra Guerra" chegou a segunda edição. Como você está vendo tudo isso?

Me sinto feliz de concretizar meu sonho e direta ou indiretamente conseguir ajudar muitos atletas, técnicos e profissionais que me enviam e-mails afirmando sobre o poder transformador daquelas informações em suas vidas, pessoal e profissional. Parece coisa de mulher (risos), mas toda vez que leio esses e-mails me emociono mesmo, afinal quando dormi e sonhei com isso há quatro anos nunca imaginei que tudo isso se tornaria realidade (confira a história no vídeo abaixo).

Quais são os planos para a próxima edição do "Pronto pra Guerra"?

Bom, pelo que averiguei já está esgotando a segunda edição, com previsão de acabar em no máximo quatro ou cinco meses. Nessa edição, não deu tempo de mexer em nada. Não deu, pois a primeira esgotou bem antes do que imaginávamos. Então, quando terminar por completo a segunda, vou dar um tempo e iniciar um projeto novo, longo e sem previsão, para aperfeiçoar mesmo a terceira edição. Em primeiro lugar vou atualizar com novas informações e revisar novamente. Em segundo, vou ampliar. Provavelmente terão mais três capítulos escritos em parceria com outros autores: medicina esportiva aplicada às lutas, antropologia e também de pedagogia. Essa é a minha ideia agora. Ah, o nome também vai mudar na terceira, mais condizente com o conteúdo: "Pronto Pra Guerra: Manual de preparação física, médica, psicológica, técnico-tática, pedagógica e alimentar específicas para Luta".

Você realizou um Simpósio no Rio de Janeiro... Como foi?

Não realizei sozinho. Meu grande amigo Rogério Camões realizou comigo. Para mim, teve seu lado positivo e negativo. A parte boa foi que conseguimos atingir a proposta, ou seja, democratizar informações de difícil acesso difundindo a ciência das artes marciais. O Simpósio Nacional foi um sucesso de público e as críticas foram bem positivas. Consegui também juntar os melhores jornalistas dos grandes veículos de mídia especializados, feito inédito. Além disso, o nível dos inscritos era muito bom: inteligentes e realmente interessados, atentos. Faltaram ajustar pequenos detalhes que ocorreram em cima da hora, que nos próximos que eu organizar não serão repetidos. Não adianta, sou perfeccionista... O lado negativo, na minha opinião, é que queria contato melhor e maior com os leitores e, por mais que tentei, não consegui como eu queria. Queria conhecer melhor eles e suas histórias. Tive que tomar a frente de muita responsabilidade, que acabou me privando um pouco disso.

Como você vê o mercado de luta no Brasil?

Difícil, bem difícil, mas sinalizando melhoras. Não perco a esperança. O país está crescendo em tantos setores, a tendência é crescer também com o aumento de renda da população, no setor de lazer e entretenimento. Crescendo isso, aumenta a possibilidade de mais investimentos nas lutas, em especial no MMA.

E a preparação dos atletas: você acha que está bem mais profissional desde o lançamento do seu livro?

Sinceramente, não acho isso em função do meu livro. Já estava bem mais profissional antes mesmo do lançamento. Então, seria muita injustiça e pretensão minha desmerecer o trabalho de diversos profissionais que já estavam construindo este cenário. No meio acadêmico, por exemplo, meu amigo, o pesquisador Fabrício Boscolo Del Vecchio já vinha se destacando com estudos científicos relevantes sobre Jiu-Jítsu e MMA. Na parte prática, cronologicamente, ajudaram a constituir este cenário: Rogério Camões, Paulo Caruso, Marcio Pimentel, André Benkei, Rafael Alejarra e, mais recentemente, o Itallo. Na parte psicológica, o pioneirismo do Mestre João Alberto Barreto e as novas informações obtidas pelo Jorge "Marujo". Enfim, se eu tive algum mérito foi o de, com a publicação do livro, trazer ferramentas complementares e compartilhar com todo mundo isso somado ao que já existia, independentemente de morar nos grandes centros. Apenas isso, que acho nada demais.

Fonte: http://www.tatame.com.br/




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