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UFC: Novo diretor e a expansão na Ásia

Tiequan Zhang, lutador chinês contratado para o UFC.



Das agências internacionais em Pequim (China).

Depois de se tornar um gigante do esporte nos Estados Unidos, entrar em grandes mercados europeus – como Inglaterra e Alemanha – e ir até a Austrália, o UFC já tem uma nova meta: conquistar a Ásia. Para isso, anunciou no último fim de semana a contratação do executivo Mark Fischer, novo vice-presidente do evento para o continente e que ficará baseado em Pequim.

Assim que assumiu o cargo, ele já começou a por em prática sua arrojada estratégia para o maior torneio de MMA do mundo também fazer eco no berço das artes marciais. “Eu sempre disse que temos bilhões de possíveis fãs como alvo”, afirmou o empolgado cartola. “O esporte já está aqui na Ásia e na China. Há uma herança das artes marciais profunda em todo continente.”

Com a experiência de ter sido o representante da NBA na Ásia, Mark Fischer vai se espelhar na estratégia feita pela liga norte-americana para se expandir em território asiático e, principalmente, chinês – o que aconteceu somente quando o pivô Yao Ming foi contratado pelo Houston Rockets em 2002.

Para colocar em prática seu projeto, o executivo já se adiantou e anunciou a contratação do lutador chinês Tiequan Zhang, que teve grande atuação no torneio Art of War no seu país. Ele fará parte do elenco do WEC, evento dos mesmos donos do UFC para categorias de pesos mais leves.

“Espero que aconteça a mesma coisa com o UFC”, disse o norte-americano radicado na China. “Eu francamente acredito que temos a chance de fazer com o UFC mais do que fizemos com a NBA. Temos muitos lutadores na China com grande potencial para disputar o torneio nos próximos dez anos.”





Mesmo acreditando no fato de as artes marciais terem profundas raízes na Ásia, o que ajudaria na chegada do UFC, Mark Fischer (na foto acima) desconfia que isso também pode atrapalhar. Segundo ele, as tradições fizeram com que algumas lutas não se aperfeiçoassem, como aconteceu no restante do mundo.

Ele aponta que isso ocorreu com o Wushu, modalidade de combate do kung-fu muito popular na China. “Há também uma tradição na Ásia que talvez não seja tão boa. Algumas das técnicas não são tão desenvolvidas ou aperfeiçoadas”, afirmou.

"O que eu gosto e acho que muitas pessoas gostariam de apreciar sobre o UFC é que ele aplicou um conjunto muito consistente das regras e regulamentações para o esporte, que não só destaca e garante a consistência da competição, mas também a segurança para o lutadores”, completou.

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