VAGAS LIMITADAS!

Quando a “cabeça” fala mais alto no MMA


Por Guilherme Cruz.


Quando o assunto é artes marciais, nem sempre o principal motivo do sucesso – ou fracasso – é o treino duro ou talento nato. Em muitos casos, a cabeça é o ingrediente fundamental para ser bem sucedido na carreira. Pensando nisso, a Convenção Internacional de Artes Marciais, evento que acontece nos dias 27 e 28 de novembro em São Paulo, terá uma atração voltada especialmente para a psicologia. Especialista em atletas de alto rendimento no MMA, o psicólogo Jorge Luis Ribeiro é uma das principais atrações do evento, e conversou com a TATAME sobre sua participação na Convenção. Confira abaixo o bate-papo e clique aqui para garantir a sua vaga no mega evento:

Qual a sua expectativa para a Convenção?

A Convenção reunirá atletas e preparadores de elite em Artes Marciais, e esperamos encontrar muitas novidades e estratégias para a melhora de desempenho em diferentes modalidades. O fato de ser uma Convenção multidisciplinar, reunindo profissionais das mais variadas formações, é um estímulo para o aprendizado.

Como você acha que o evento ajudará praticantes e especialistas em lutas no Brasil?

Em diversos aspectos, os praticantes de Artes Marciais serão beneficiados. Estratégias de treinamento, alimentação, preparação física e psicológica são os diferenciais para obter o sucesso no ringue ou no tatame. Este encontro permitirá a ampliação de conhecimentos nestas áreas, e certamente fará diferença nas atividades diárias destes atletas.

Como será a sua participação?

Minha apresentação trata da definição de características de personalidade típicas dos vencedores em competições de alto desempenho. Após uma pesquisa criteriosa, observamos que os lutadores que vencem e se mantém no topo apresentam características psicológicas muito específicas. A diferença é estatística, não apenas subjetiva. Atletas de alto rendimento apresentam traços de maior estabilidade emocional, controle de impulsos e gerenciamento positivo de raiva. Vamos discutir as implicações disso na seleção e formação de atletas.

Como você avalia o trabalho de psicologia aplicado nas lutas atualmente no Brasil? O que pode melhorar?

Vejo como uma necessidade indispensável, no Brasil a psicologia esportiva tem muito a fazer. O trabalho Psicólogo do Esporte nas equipes e centros de treinamentos de Artes Marciais, a presença inclusiva tem sido o grande diferencial no rendimento e conquistas de títulos, e também na promoção e prevenção da saúde mental no contexto esportivo seja de alto rendimento, lazer ou reabilitação psicofisiológica. Quando falamos em artes marciais o trabalho é desenvolvido geralmente nas seleções e com atletas que atingiram o alto rendimento e certa estabilidade socioeconômica. Não podemos deixar de mencionar o trabalho de profissionais da psicologia a exemplo, na avaliação psicológica o professor Dr. Francisco Heitor da Rosa - Londrina e a professora da USP-SP Dra. Katia Rubio Psicóloga e Pesquisadora do Esporte, que tanto tem dedicado para o desenvolvimento dessa área de atuação.



Podemos melhorar a partir da inclusão do psicólogo nas equipes, ou seja, esse profissional "estar junto", acompanhar não somente os atletas já em fase de alto rendimento, mas trabalhar no desenvolvimento das categorias de base, assegurando que a equipe (atletas e comissão técnica possam vivenciar de forma razoavelmente harmoniosa suas vitórias e derrotas, promovendo o auto conceito positivo e o desenvolvimento pessoal e da equipe). Um trabalho dessa natureza já teve início com o Mixed Martial Arts; a exemplo do Centro de Treinamento X-Gym, em que os treinadores Rogério Camões, Josuel Distak e no Jiu-Jitsu Sylvio BeHring, apoiaram 100% a pesquisa realizada, com a adesão de seus atletas. As informações levantadas foram usadas no processo de treinamentos de alguns atletas, o resultado do trabalho da equipe por integração é visivelmente superior e recompensador. As técnicas, a táticas, a preparação e condição física devem estar integralmente unidas e o agente catalisador é a psique. Chegar ao topo é gratificante, 49% de uma carreira; o tempo permanência que irá dizer o quanto o atleta chegou próximo dos 100%.

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