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Kung Fu: arte marcial ou estilo de vida?




As pesquisas mais recentes apontam que muitas das artes marciais chinesas e algumas japonesas conhecidas hoje, surgiram através de ensinamentos do monge indiano Bodhisatva Bodhidharma que viveu alguns anos no Templo Shaolin (um mosteiro budista) durante o tempo em que ele visitou a China, mais precisamente século VI antes de Cristo. Outra vertente baseada na arqueologia moderna, no entanto, relata origens mais remotas de algumas técnicas e escolas chinesas e, atualmente já se sabe que o Kung Fu, por exemplo, vem sendo praticado há mais de cinco mil anos.

De acordo com especialistas, o Kung Fu é uma arte marcial que gera desafios ao praticante possibilitando aos atletas a chance de obter a superação. Através dos movimentos de luta e da filosofia, são trabalhados alguns valores como respeito, disciplina e cooperação, que são fundamentais para um desenvolvimento pessoal e convívio social. Os monges antigos classificavam o Kung Fu como um caminho de vida e de autoconhecimento.

Para o professor Leandro Romano, sócio e proprietário da Academia Punho da Pantera, de Campinas, a prática do Kung Fu desenvolve tanto o lado exterior como o interior do aluno ou do atleta. Ele afirma que nos últimos anos foram desenvolvidas regras para que pudesse haver competições, porém vê-lo apenas como esporte é fechar os olhos para o conteúdo.

Por outro lado, garante o professor, quando bem orientado, um praticante pode encontrar em uma competição um grande desafio pessoal que se traduz em uma ótima experiência. “Kung Fu significa trabalho árduo ou ainda habilidade adquirida através do esforço. No ocidente este termo se popularizou com a imigração do povo chinês, que atribuía sua perícia nas lutas ao treinamento árduo, ou seja, Kung Fu, porém o termo que melhor define a Arte Marcial Chinesa, e que hoje ganha espaço é Wu Shu,” destaca Romano.

O esporte em si é praticado em vários estilos, a maioria imitando os movimentos dos animais. São mais de 300 estilos só na China. Embora ainda não seja um esporte olímpico, no Brasil o Kung FU já tem milhares de adeptos e os estilos mais conhecidos são o Choy Lay Fut, Louva-a-Deus, Shaolin do Norte, Garra de Águia e Hung Gar.

REFLEXOS

Um bom exemplo dos benefícios trazidos pelo Kung Fu é o caso do estudante Júlio César Velardi, de 14 anos.

A mãe de Júlio César, Márcia Ana Copertino Velardi conta que colocou o filho no Kung Fu para que ele melhorasse a autoestima, disciplina, concentração e o condicionamento físico e também a postura.

Ela conta que, depois de algum tempo já treinando na academia, Júlio se concentra muito mais nas atividades diárias além de ter mudado radicalmente o comportamento. “Nosso filho melhorou ainda mais no convívio com as outras pessoas e está até menos tímido. Com certeza eu recomendo o Kung Fu a outros pais, pois é um esporte que mexe não só com o corpo mas também o com a cabeça dos meninos,” completou Márcia.

Outro exemplo de que o Kung Fu pode não só desenvolver habilidades como também unir as pessoas é o caso da família Giorgetti. Incentivados pelos filhos adolescentes, a empresária Cristina Giorgetti e o marido, começaram assistindo às aulas dos filhos. Mais tarde, decidiram participar de uma aula demonstrativa e ficaram fãs da arte marcial.

Ela diz que o Kung Fu é maravilhoso, além de proporcionar um ótimo condicionamento físico. “Meus filhos ficam mais atentos e mais disciplinados e meu marido até já perdeu peso. Sabe o que mais? Todos nós já participamos de competições, mas de nenhum campeonato paulista. Todos foram entre academias onde iniciantes e avançados podiam participar. Infelizmente eu fiquei doente e, se não fosse esse contratempo, eu e minha filha estaríamos indo a Dallas, nos Estados Unidos no final deste mês para participar de um campeonato lá. Mas outras oportunidades virão,” destaca confiante a empresária.

COMPETIÇÃO

Se para algumas pessoas o Kung Fu é uma possibilidade de se manter em contato com uma atividade física, para outros o esporte se tornou uma forma de aperfeiçoamento. Foi o que aconteceu com os adolescentes Lucas Gama Silva e com Daniele Capeluppi. Com apenas 9 anos de idade, Lucas e Daniele já se tornaram campeões estaduais na categoria mirim “Mãos do Sul”, competição realizada em Campinas entre os dias 16 e 17deste mês.

De acordo com o pai de Lucas, Aurelino Rodrigues, os dois atletas já estão se destacando na prática de um esporte. “Meu filho e a Daniele treinam na Academia Garras de Tigre com o Mestre Vanderlei e gostaria de dizer que, com dedicação podemos alcançar nossos objetivos.

Atualmente eu convivo com dois campeões campineiros,” afirmou Rodrigues.

Fonte: http://eptv.globo.com/

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