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Lutas e Artes Marciais com estigma de gênero e preconceito



Estudo publicado como Dissertação de Mestrado na USP revela que Lutas e Artes Marciais carregam estigma de gênero e preconceito.

Foi baseado em entrevistas com lutadoras, todas campeãs mundiais em suas modalidades: Boxe, Jiu-Jitsu, Taekwondo e Karatê.

O preconceito contra mulheres em um universo considerado masculino também mostrou-se presente nas artes marciais. Além disso, demonstrou a desvalorização do esporte feminino, em modalidades de luta, desde a escola até a carreira profissional e os Jogos Olímpicos.

De acordo com a dissertação, algumas modalidades ainda carregam o predomínio de um dos gêneros, o que pode acarretar preconceito quando praticada pelo sexo oposto.

O estudo revela que muitas crianças são impedidas ou sofrem preconceito por praticar uma modalidade esportiva que não é considerada apropriada para determinado sexo.

Ainda apontou que, de modo geral, a escola não incentiva o esporte feminino e reserva certas modalidades apenas para meninos e outras apenas para meninas.

Concluiu afirmando que muitas modalidades olímpicas de luta não possuem delegações femininas, como é o caso da Luta Greco-Romana. Por fim, infelizmente, as atletas femininas, em geral, têm remuneração mais baixa do que os homens.


Leandro Paiva


Fonte: Ferretti, Marco Antonio de Carvalho. A formação da lutadora: estudo sobre mulheres que praticam modalidades de luta. Dissertação de Mestrado apresentada à Escola de Educação Física e Esporte, USP, São Paulo, 2011.

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