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Óleo de peixe pode reduzir lesões cerebrais de lutadores





Em oportunidade anterior neste Blog abordamos sobre as consequências do nocaute. Além disso, como parâmetro ilustrativo, abordamos similarmente, em oportunidade anterior, a anatomia do nocaute.


Em especial, destacamos os perigos relacionados a concussão severa recorrente, ou melhor, reincidência de nocaute no lutador.


No presente artigo, no entanto, eis que surge uma boa notícia: aparentemente, segundo estudo publicado em 2010, indivíduos em geral (incluindo atletas de modalidades de combate) poderiam ser capazes de reduzir o risco de desenvolver lesões cerebrais ingerindo suplementos de óleo de peixe.


De acordo com este estudo (Bailes & Mills, 2010), realizado em animais por neurologistas americanos, as células do cérebro se recuperam mais rapidamente do trauma na cabeça quando administrado DHA, um ácido graxo oriundo do óleo de peixe.


Além de utilizá-lo por meio de suplementação, podemos encontrá-lo em peixes de água fria, tais como: salmão, arenque, anchova, atum e, também, no óleo de fígado de bacalhau.


Os pesquisadores investigaram se poderia ser confirmada a hipótese de que o cérebro de indivíduos com lesões na cabeça, poderia ser recuperado mais rapidamente ou melhor quando recebessem suplementos de óleo de peixe.


O cérebro contém quantidades relativamente elevadas de DHA (ácido docosahexaenóico), encontrado no óleo de peixe. Esta substância estimula o crescimento de células do cérebro e o protege contra danos e situações deletérias de estresse.

Os investigadores administraram DHA em um grupo de ratos com concussão, acompanhando a recuperação dos animais por 30 dias. Alguns dos ratos receberam uma dieta padrão, para outros ministraram 10 mg de DHA por kg de "peso corporal" por dia, e, ainda, em outro grupo foi dado 40 mg de DHA por kg de "peso corporal" por dia.

Ao final de 30 dias, os investigadores examinaram as células cerebrais dos animais. Eles procuravam precursores da proteína beta-amilóide nos axônios (saliências no final das células nervosas). Peptídeos beta-amilóide formam placas nos cérebros de pessoas que têm Alzheimer ou demência, e, provavelmente, também ocorre isso nos cérebros de lutadores que receberam golpes severos na cabeça.
Os resultados podem ser observados nos gráficos comparativos abaixo:




Quando as células cerebrais são muito danificadas e não podem ser reparadas, o animal pode morrer, o que em geral, acontece. Foi o que ocorreu nas células cerebrais dos ratos que tinham sido golpeados na cabeça e não receberam óleo de peixe. Contudo, ocorreu em quantidade consideravelmente inferior nos ratos que receberam DHA.

Se convertermos as doses utilizadas nos ratos para o consumo de um ser humano pesando 100kg e considerarmos que nosso metabolismo é mais lento do que o de ratos, chega-se a uma dose entre 100 e 400 mg por dia. A maioria dos tipos de óleo de peixe pode conter ente 10-15% de DHA. Assim, o lutador precisaria ingerir de 1-4 cápsulas de uma grama cada, por dia.

Não está claro se outros ácidos graxos ômega-3 funcionariam tão bem como o DHA. O que se sabe com certeza é que, de todas as moléculas de ácidos graxos ômega-3 presentes no cérebro, 97% são DHA.


Leandro Paiva



Referência

Bailes JE, Mills JD. Docosahexaenoic acid reduces traumatic axonal injury in a rodent head injury model. J Neurotrauma. 2010 Sep; 27 (9): 1617-24.

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