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"Pulo-do-gato" na alimentação de lutadores



A seleção feminina de judô conquistou cinco medalhas no Grand Slam de Moscou no último fim de semana. Mas, a batalha para garantir o bem estar físico e alimentar das atletas começou muito antes do hajime dos primeiros combates na Rússia.

Gisele Lemos, que faz parte do departamento de nutrição da Confederação Brasileira de Judô (CBJ), precisou criar uma estratégia para que a equipe não fosse prejudicada no evento, e, também, suportasse a alta carga de treinos que ocorreram após a competição.

“Contávamos com oferta de alimentos de consumo e modos de preparo não habituais tais como: café da manhã servido com arroz e carne, ausência de hortaliças in natura, presença de biscoitos e pães como carboidrato nas grandes refeições, oferta de fontes de proteína em quantidades inferiores às necessárias, tempero muito diferente do brasileiro e outros problemas”, relata Gisele.

Apesar da experiência de já ter acompanhado a seleção em eventos na Rússia, Gisele precisou criar uma estratégia para oferecer uma alimentação equilibrada e de fácil digestabilidade nos dias de competição.

“Elaboramos um sanduiche e disponibilizados a toda equipe juntamente com sucos e frutas. A ida ao mercado oportunizou a compra de frutas, oferecendo fontes de vitaminas e minerais, pois quase não se via frutas e salada nas refeições; além de geleia, pão, queijos e iogurte. Desta forma criou-se um café da manha parecido com o nosso e que atendesse a prescrição nutricional de cada atleta”, conta.

Após a disputa de medalhas do Grand Slam de Moscou, teve início o tradicional treinamento de campo da Federação Russa, envolvendo os países que disputaram a competição.

“No treinamento passamos a oferecer alimentos que favorecessem a recuperação e bons rendimentos dos treinos. Contar com a suplementação nesse momento também foi uma opção adotada. Foi oferecido fontes de carboidratos como pães e massas associados à ingestão de gel de carboidratos durante os treinos, frutas como fontes vitamínicas e de minerais, iogurte, queijo e suplementos de aminoácidos como base proteica.”

Para fazer as compras no supermercado, Gisele Lemos contou com a ajuda de um jornalista brasileiro que mora na Rússia e ajudou na tradução de um cardápio básico com peixe, frango, batata, massa e arroz.

“Assim conseguimos passar a realizar o almoço e jantar mais próximo de nossa cultura alimentar e das necessidades das atletas. A busca frequente para oferecer o melhor para os atletas é fundamental nesse momento tão importante, a menos de dois meses dos Jogos Olímpicos”, afirma Gisele.

Fonte: www.finalsports.com.br

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