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Fisiologia do Nocaute



Nocaute: em um e outro artigo deste Blog, já foram abordadas algumas características relacionadas a este momento dramático das lutas em que os golpes de percussão ou traumáticos são válidos. 

Nesta feita, abordaremos sobre os aspectos fisiológicos associados ao nocaute, com destaque para alguns relacionados com a Encefalopatia Traumática Crônica (ETC), mas conhecida no círculo médico como Dementia Pugilistica. De modo geral, a ETC é clinicamente caracterizada pelo declínio da cognição, alterações de comportamento e sinais parkinsonianos.

Fisiologia do Nocaute


Em modelos animais, após uma lesão aguda, ocorre a liberação de neurotransmissores e fluxos iônicos  (fenômeno mais conhecido como  "cascata neurometabólica") que, por sua vez, conduz a alterações na função da membrana celular. Estudos em animais sugerem que, durante a fase de depressão metabólica de glicose (1-10 dias após o trauma na cabeça), o cérebro fica ainda mais vulnerável a novos danos.  
Alterações no fluido intracelular ou a presença de edema axonal pode ser detectada utilizando técnicas de imagiologia, tais como a Imagem Ponderada de Difusão ou MRI de Difusão (DWI, de diffusion weighted imaging).
Estudos preliminares demonstraram alterações DWI na definição aguda, logo após ETC leve em um pequeno grupo de pacientes adolescentes, assim como em um grupo de boxeadores profissionais assintomáticos. Outras técnicas de neuroimagem como, por exemplo, a ressonância magnética funcional (RMI) têm demonstrado alterações na função cerebral relacionadas com o desporto. Todavia, a principal limitação desta técnica é que ela só revela as regiões do cérebro que são ativadas na tarefa cognitiva específica do que está sendo estudado. 
Por fim, em outros pesquisas, têm sido sugerido papel relevante da disfunção mitocondrial na depressão metabólica após a lesão. Já em outros estudos, têm sido demonstrado que a N rácio-cetylaspartato/creatina (que reflete a lesão celular neuronal) está relacionada com a gravidade da lesão. 

Leandro Paiva


Referências



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