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Gasto Energético de Lutadoras


O gasto energético corresponde à relação entre o consumo e a energia necessária para o corpo manter funções vitais e realizar atividades. Das mais simplórias como sentar e caminhar, até as de maior solicitude como correr, saltar e lutar.

Raramente são divulgados dados em referência às praticantes e atletas do sexo feminino. Infelizmente, dentro e fora do meio acadêmico ainda persiste predileção de gênero. Em que pese a mea culpa, pois no livro Pronto Pra Guerra não consegui alocar muitas informações direcionadas às mulheres.

Fato que, felizmente, procurei corrigir no livro "Olhar Clínico nas Lutas", especialmente, no capítulo intitulado "Gasto Energético de Lutadoras".

Conhecer o Gasto Energético relacionado às atividades de Lutas, Artes Marciais e Modalidades Esportivas de Combate torna-se relevante, especialmente, quando for indispensável manipular a massa corporal. Profissionais poderão utilizar os dados e ajustar às necessidades das praticantes recreacionais/não atletas, quase sempre em busca de saúde e objetivos estéticos. No entanto, não podem ser negligenciadas as exigências das atletas de elite que, costumeiramente, precisam realizar ajustes para subir, descer ou se manter em sua categoria de peso.

Existem diversos métodos para estimar o gasto calórico referente ao exercício, tais como:4,5,6,7 Calorimetria direta e indireta; Medições Isotópicas; Equações de Predição. Pela relativa praticidade, as equações de predição tornaram-se as mais utilizadas pelos médicos, nutricionistas e profissionais de Educação Física em todo mundo.2,3 

Desse modo, (quase) todos os softwares empregados para estimar o gasto calórico de exercícios e atividades físicas são baseados no Equivalente Metabólico de Tarefa ou MET (abreviação em inglês). Um MET é definido como 1 kcal/kg/hora e admite-se como a taxa de gasto energético em repouso ou, aproximadamente, o equivalente ao custo da energia de sentar-se calmamente.1,2

Para facilitar os leitores deste site, organizamos no quadro abaixo o gasto calórico por minuto quanto às Lutas, enunciado em Quilocalorias e de acordo com a massa corporal total de lutadoras (50 até 80 kg). 

É baseado no cálculo de conversão de Mets em Quilocalorias por minuto. Vale ressaltar que as valências constantes no quadro são baseadas em estimativas aproximadas. Não devem ser compreendidas como pareceres rígidos. 

O Compêndio de Atividades Físicas foi desenvolvido em 1989 para uso em estudos epidemiológicos, publicado em 1993 e atualizado em 2000 e 2011. Entretanto, não foi concebido para determinar o dispêndio exato quanto ao exercício, considerando variações particulares.3



Por fim, salientamos que outros estudos e métodos para estimar o Gasto Energético de Lutadoras foram alocados no livro Olhar Clínico nas Lutas. Interessante por exemplo, dentre outras, a pesquisa que detectou o dispêndio de boxeadoras de acordo com cada round.

Para visualizar gratuitamente até 40 páginas do livro acesse Aqui.


Leandro Paiva



Referências


1) Ainsworth, B. et al. Compendium of Physical Activities: Classification of energy costs of human physical activities. Medicine & Science in Sports & Exercise, v.25, n.1, p.71-80, 1993.

2) Ainsworth, B. et al. Compendium of Physical Activities: An update of activity codes and MET intensities". Medicine & Science in Sports & Exercise, v.32 (9 Suppl), p.498-504, 2000.

3) Ainsworth, B. et al. Compendium of Physical Activities: a second update of codes and MET values. Medicine & Science in Sports & Exercise, v.43, n.8, p.1575-81, 2011.

4) Howley, E.; Franks, B. Manual de condicionamento físico. 5.ª edição. Porto Alegre: Editora Artmed, 2008.

5) Martínez-Sanz, J. et al. Necesidades energéticas, hídricas y nutricionales en el deporte. Motricidad. European Journal of Human Movement, v.30, p.37-52, 2013.

6) Rodriguez, N. et al. American College of Sports Medicine position stand: Nutrition and athletic performance. Medicine & Science in Sports & Exercise, v.41, n.3, p.709-31, 2009.

7) Wilmore, J.H.; Costill, D.L. Fisiologia do esporte e do exercício. 2.ª edição. Barueri: Editora Manole, 2001.


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