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Coluna Ciência das Artes Marciais: um estudo sobre os principais desfechos em uma luta de MMA

 



Inauguramos esta coluna na Revista e site TATAME com o intuito de tentar aproximar o conhecimento científico sobre lutas produzido no âmbito acadêmico, com o dia a dia das academias, dojôs e centros de treinamento. Apesar de a palavra “ciência” assustar um pouco, muito pelo contrário, assim como em nossos livros, o intuito é descomplicar, aplicar linguagem simples e acessível a todos para o completo entendimento do tema.
No artigo de hoje, tratarei das modificações do denominado Vale-Tudo para o MMA e as implicações diretas dessa transição na preparação física para lutadores. Em 2011, publiquei um artigo com Leonardo Vidal, salientando a mudança do Vale-Tudo para o MMA no que tange aos aspectos técnico-táticos (e desfecho das lutas) e a importância desse conhecimento na direção da preparação física para os lutadores de MMA.
Conforme a figura ilustrativa, observamos que em 47% dos combates, o resultado dependia das decisões dos juízes, inferindo no prolongamento da luta até o final. Nesse caso, nota-se a relevância primordial dos meios e métodos de resistência muscular e de potência e capacidade aeróbia como requisitos essenciais no planejamento da preparação física. Essa necessidade no estágio do MMA atual, deve-se atentar, precisa ser (muito) considerada, inclusive para aqueles atletas anaeróbios, isto é, que tendem a desferir os golpes com potência (força x velocidade) e maior intensidade, na tentativa de definir o combate nos momentos iniciais.
Em cerca de 40% das lutas, o desfecho ocorreu por nocaute, inferindo a necessidade, concomitantemente, dentro da preparação física, de atenção ao componente de potência muscular. Os golpes precisam ser muito velozes, mas também com força suficiente para serem efetivos. 

Apenas 13% dos combates foram definidos por finalização, inferindo que, dependendo do estilo do lutador (e a tática utilizada de acordo com o adversário), no que concerne à preparação física, a força máxima deve ser priorizada nos momentos iniciais da preparação e/ou até formar base suficiente para mover a curva de potência que requisita (e muito) dessa valência física. Feito isso, deverá ter requisito de manutenção e não prioritário no planejamento da preparação física.

Apesar de a dinâmica das valências físicas de um combate mudar constantemente, dependendo da interação atleta-adversário (e isto deve ser considerado na escolha dos exercícios e métodos de preparação), *simplificadamente, podemos associar os desfechos das lutas às seguintes valências ou qualidades físicas:
1) Decisão dos juízes >> Resistência Muscular
2) Nocaute >> Potência Muscular
3) Finalização (submissão) >> Força Máxima


* Aqui, considere "simplificadamente", pois, por exemplo, em uma dinâmica maior de movimentação até culminar em uma finalização (submissão), os movimentos iniciais são de potência muscular, alternando com os de força máxima e, na forma que o adversário vai resistindo e/ou contragolpeando, há cada vez mais a necessidade de resistência muscular até a concretização do objetivo, que é a finalização.
Vale ressaltar que, dentre muitos outros, abordaremos esses aspectos em profundidade e detalhadamente no curso (única apresentação) que ministraremos em São Paulo  (saiba mais  aqui).

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